Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
A nossa Feira

 

Hoje em dia está parada

nem pode ser comparada

com tempos que já lá vão;

 

vinham de longe os tendeiros

os do cebolo, os gigueiros

era mesmo um feirão!

 

_____________

 

Já não temos limonada

as vacas e a guisalhada

num tim-lim-lim todo o dia;

 

a farmácia que ficava

muito mais do que lotada

tal era a pancadaria!

______________

 

Já não é como era dantes

eram muitos os feirantes

sempre grande falatório;

 

lembro a velha que dizia

ao longo de todo o dia

merca-merca um reportório!

_____________

 

O funileiro, a louceira

já não se vêm em Nespereira

já ninguém lhe põe a vista;

 

o que está a dar hoje em dia

é ir à pastelaria

e mandar vir tosta mista!



publicado por Alves Pinto às 10:44
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O Culto do Linho

 

Desde a demolha ao ripanço

das barrelas ao tear;

podem crer, nunca me canso

desta cultura falar

 

Sabia tão bem ficar

à espreita, estarrecido;

e por de trás do tear

ver o linho ser urdido

 

Só que agora a tecedeira

sabe também como eu;

falar do linho em Nespereira

só pode ser no museu!

 

está a dois passos da Feira

num casarão bem velhinho;

mas é ali que Nespereira

pode fazer culto ao linho!



publicado por Alves Pinto às 10:43
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Lições de Vida

 

Decorria o leilão de oferendas antes arrecadadas pelos moradores dos lugares da Feira, Vista Alegre e Feira Franca, já com os tractores alinhados, foi bonito ver quanto público se juntara em redor do palanque.  tal ponto que deu em aquecer o ambiente, não tanto por acção do astro-rei – às três  da tarde o termómetro tinha subido de rompante, apanhando desprevenido quem não cuidou em deixar alguns trapos no cabide – também devido aos inevitáveis “picanços” a respeito do valor das cestas, em cujo recheio pontuava o inevitável e chamativo fumeiro. De entre o que se tinha arrecadado com vista a minimizar os encargos contraídos com a construção do emblemático Lar de Solidariedade Social, faziam parte frangos e mais frangos, coelhos e até alguns exemplares de ovinos, uns e outros a arfar, de boca aberta e nada satisfeitos pela prolongada seca a que foram submetidos.

 

Alheio a tudo isso, ficara naturalmente o leiloeiro, também os responsáveis e colaboradores de ocasião, bem mais interessados em ver subir a fasquia no número dos euros arrecadados. Sobressaiu, por isso, a chegada do popupar “engenheiro”. No seu jeito brincalhão, simulando ter ou já dono da habitual “carraspana”, abeirou-se de quem geria o fulgor da festa, formulando um pedido que a ter por autor um Engenheiro…sem aspas, mereceria a imediata aceitação: “toca a leiloar a bicharada que os salpicões não têm sede e podem esperar”! Nem mais!

 

Se calhar por força da profissão que exerce, a Enfª Fátima cuidou em tirar o gargalo a uma garrafa de plástico que tinha à mão, sendo notória a pressa que os galos tiveram em humedecer o gasganete. Resultara o alvitre!

 

Tão satisfeito quanto os galos, ficara o Engenheiro…com aspas, credor da admiração manifestado por vários dos presentes. Na oportunidade, a muitos não passou desapercebida a nobre atitude de um Homem simples e a cada passo apelidado de isto e daquilo por alguns cuja conduta jamais comportaria o alívio dos assarapantados franganotes e quejandos.



publicado por Alves Pinto às 10:41
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Mãe

 

 Mãe

 

Queria falar mas sou mudo|

 

A Mãe é mais que um dia

É noite

É vida

É tudo!...

 

Mãe é vida

Mãe é esperança

Poço de amor sem ter fundo;

 

Qual maravilha escondida

Que a mim não vem à lembrança

E nem deve haver no mundo!

 

 

E neste dia que passa

O ter e ser Mãe é graça

Tão grande, tão valiosa;

 

Por isso Mãe, aqui tens

Com um beijo de parabéns

Esta pequenina rosa!



publicado por Alves Pinto às 10:39
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